ROTEIRO PRÁTICO PARA O INVESTIDOR INICIANTE: 10 DICAS SIMPLES PARA INVESTIR COM SEGURANÇA

Nos artigos anteriores sobre o tema investimento, Investir para crescer: primeiros passos para acumular riqueza e Investimentos para iniciantes: Quais são? Quanto pagam? Onde estão?, foram abordados assuntos fundamentais para o investidor iniciante. Portanto, antes de continuar esta leitura, dê uma boa lida nos artigos anteriores.

Agora que já está a par dos pontos abordados, chegou a hora de perder o medo e começar a investir.

Para isso, será apresentado um roteiro para o investidor iniciante, de forma a ajudá-lo(a) nesta tomada de decisão tão importante.

Os itens não estão, necessariamente, em ordem de execução. Isso fica a seu critério.

Lembre-se: nunca pare de estudar! Invista sempre em educação financeira e em conhecimento das aplicações que deseja investir.

Essa ação vai proporcionar maior segurança para tomar decisões, além de evitar perdas de dinheiro.

Vamos começar?

 

Roteiro prático para o investidor iniciante

Pensei nos pontos que sempre aparecem quando alguém me pergunta sobre como iniciar os investimentos.

Sei que esse é um momento crítico, muitos medos vem à tona, tem-se a impressão de que, a qualquer instante, o dinheiro investido pode sumir.

Acalme-se, isso não é verdade, mas é necessário se precaver para não “cair de cabeça” em investimentos mágicos.

Siga as orientações da maneira que considerar melhor para você, mas jamais deixe de lado a primeira delas. Jamais!

Espero que essas dicas possam ser úteis para você. E lembre-se: nunca é tarde para aprender.

 

#1 – Estude! Invista em você.

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Os seus rendimentos crescem na mesma medida em que você cresce! – T. Harv Eker

Eu não aprendi isso logo de cara. Tive que perder algum dinheiro até perceber que não estava no melhor caminho.

Ignorância, nesse caso,  NÃO é uma bênção!

Quando comecei a investir, achei que bastava abrir conta em uma boa corretora e seguir as orientações dos assessores de investimento.

Por causa disso, investi em aplicações que não entendia e aquilo só me causou dor de cabeça.

Hoje, ao analisar a carteira sugerida pelos “profissionais”, consigo apontar os equívocos e os acertos, o que deveria ou não ter comprado, e compreendo os porquês.

Por isso, invista em seu crescimento, invista em conhecimento, não tenha receio de gastar tempo e, em certos casos, dinheiro, pois a recompensa será muito maior.

Não deixe que outras pessoas digam a você em que deve ou não investir. Decida isso por você.

Algo tão importante não pode ser delegado aos outros.

Pedir opinião alheia faz parte do processo de aprendizagem, mas utilize-a apenas para orientar suas escolhas.

Abaixo, seguem algumas recomendações de livros digitais e cursos (grátis e pagos) para você adquirir mais conhecimento e consolidar sua estratégia para investir melhor. Clique nos links para saber mais a respeito.

Cursos:

E-Books:

como-investir-dinheiro
alocação-de-ativos
etapas-planejamento-financeiro

Não se limite às indicações acima. Procure sempre se informar, frequente bons blogs e sites e coloque o conhecimento adquirido em prática, ou tudo isso será em vão.

 

#2 – Conheça e defina seu perfil de investidor.

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Você já deve ter ouvido falar dos perfis de investidor mais conhecidos: conservador, moderado e arrojado.

Em qual desses perfis você se encaixa?

Não encare essa definição como uma informação irrelevante.

Na verdade, é muito importante que você saiba o seu perfil, principalmente como investidor iniciante, pois isso vai ajudá-lo(a) a definir estratégias.

Você precisa se conhecer melhor, entender seus receios e anseios, e isso refletirá no seu perfil de investidor.

Dessa forma, você respeitará suas próprias limitações e poderá investir em conhecimento de forma a quebrar certos paradigmas que impedem de ser um investidor moderado ou agressivo, por exemplo.

Então, vamos ver, resumidamente, as características mais marcantes de cada perfil:

  • Conservador: não lida muito bem com perdas, por isso evita os investimentos arriscados, ou com alguma chance de variação negativa. Normalmente, aloca quase a totalidade do capital em renda fixa;
  • Moderado: arrisca-se um pouco para obter rentabilidade acima da renda fixa tradicional, mas dentro de um limite que seu “estômago” suporta. Aloca a maior parte em renda fixa, mas também uma parcela em renda variável;
  • Arrojado: também conhecido como agressivo, aplica boa parte de seu dinheiro em renda variável e não se desespera com perdas no curto ou médio prazos.

Você pode ter se identificado como uma mistura desses perfis, o que é perfeitamente normal. Essa não é uma lista fechada, pois eles interagem entre si, a depender do seu momento.

O importante é você não seguir uma recomendação X, em uma aplicação muito arriscada, se tem um perfil conservador, ou seja, se possui aversão ao risco.

As corretoras costumam definir o perfil de investidor durante o processo de abertura de conta. Aproveite esse momento para refletir um pouco mais sobre isso.

 

#3 – Escolha uma boa corretora.

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Um dos grandes receios do investidor iniciante é abrir conta em uma corretora, pois é muito mais cômodo investir pelo próprio banco.

No entanto, os custos para o pequeno investidor podem ser muito altos ao escolher a própria instituição bancária para investir, além de outras limitações, como as próprias aplicações oferecidas, que são muito inferiores as das corretoras.

Para escolher uma boa corretora você primeiro precisa saber em que vai investir.

Algumas corretoras são boas para renda fixa, outras para renda variável, há quem abra conta em mais de uma para aproveitar o melhor delas ou escolhe apenas uma para todas as operações.

Você é livre para escolher a forma que melhor se adapta as suas necessidades. O importante é analisar e entender os prós e contras de cada uma. Algumas também podem ser muito caras.

Em relação à questão de segurança, o investidor conta com alguns mecanismos que tornam as operações e custódia das aplicações muito mais seguras. Evite, apenas, deixar dinheiro parado na conta da corretora.

Se passou pela sua cabeça investir por um banco, seja ele qual for, é melhor repensar. Você até pode, mas não deve.

Os bancos costumam ter as taxas mais caras, possuem menos produtos e os gerentes querem apenas empurrar previdência privada, fundos de investimento com altas taxas de administração e títulos de capitalização. É melhor passar bem longe!

Assim, é muito importante conhecer as corretoras, seus produtos e custos antes de tomar uma decisão.

Dica extra: Evite investir em Tesouro Direto pelo próprio portal das corretoras. Algumas delas costumam praticar taxas diferentes do site oficial, o que chamamos de spread.

Isso é facilmente contornável, basta solicitar à corretora seu login e senha para acessar diretamente o site do Tesouro Direto e pronto.

Mesmo que as taxas sejam as mesmas, ainda assim recomendaria a compra dos títulos pelo próprio site do TD, é bom evitar possíveis aborrecimentos.

 

#4 – Reveja o pacote de serviços de sua conta corrente.

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Quanto você paga pelo pacote de serviços de sua conta corrente? Quantos TED ou DOC pode efetuar sem que uma nova cobrança seja gerada?

Se você não faz ideia, consulte via internet banking, celular, caixa eletrônico ou fale com o seu gerente.

Caso seu pacote de serviços não contemple essas transações, os custos de suas operações com a corretora podem ficar altos.

Uma maneira de eliminar essas despesas é abrir uma conta digital, como a  DigiConta (Bradesco), iConta (Itaú) ou a do Banco Intermedium.

Provavelmente você nunca ouviu falar disso, não é? Os bancos não se interessam em divulgar essa modalidade totalmente isenta de tarifas.

Além disso, apenas os três bancos citados oferecem esse tipo de conta.

Caso não queira alterar a sua por algum motivo, procure diminuir ao máximo seus custos bancários.

 

#5 – Aumente seus limites de transferência bancários.

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Existem limites diários e mensais para transferências bancárias.

Verifique, pelo próprio internet banking, quais são os seus.

No entanto, se você ainda tem pouco capital, o que é natural enquanto investidor iniciante, talvez nem precise fazer isso, no momento.

A opção mais segura que encontrei, pelo menos no Banco do Brasil, para aumentar o limite de transferência, foi cadastrar as corretoras em que tenho conta.

Dessa forma, você cria um limite diferente das transações normais apenas para as contas cadastradas.

Além disso, ainda evita a realização de diversas transações, em dias diferentes, para a corretora, por causa do limite diário, se ele for pequeno. Caso não tenha uma conta digital, essa ação provavelmente vai gerar novos custos bancários.

Solicite o formulário de cadastramento de contas ao gerente do seu banco.

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#6 – Faça seu orçamento pessoal ou familiar.

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Essa ação é tão importante que é repetida em praticamente todos os artigos deste blog.

O orçamento familiar é um poderoso instrumento financeiro e você precisa incluí-lo em sua rotina.

Só assim saberá quanto poderá investir por mês sem comprometer suas despesas básicas, por exemplo.

Além disso, você terá muito mais controle de seus gastos e de suas receitas, o que propiciará um planejamento mais robusto.

Então, não perca mais tempo. Faça seu orçamento e obtenha o valor, ou uma estimativa, de quanto poderá investir por mês.

 

#7- Defina seus objetivos financeiros.

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De certa forma, esta etapa complementa a anterior, mas aqui vamos focar nos objetivos a serem realizados por meio dos investimentos.

Pode ser uma viagem de férias, uma festa de aniversário, a aposentadoria ou qualquer outro objetivo que tenha traçado.

O mais importante é elencar cada um de forma a verificar quanto precisa poupar e investir para realizá-lo.

Defina os objetivos de curto, médio e longo prazos.

Ainda sobre os objetivos de longo prazo, muito cuidado para não deixá-los sempre para depois, porque “ainda falta muito tempo”. É justamente o tempo que vai fazer a maior diferença nesse caso (já ouviu falar em juros compostos?), então comece desde agora.

Essa ação vai ser determinante para a sua tranquilidade financeira futura.

Não se esqueça de que seus objetivos financeiros precisam ter prazo e valor. Dessa forma, você pode se planejar com mais segurança.

Saiba mais sobre objetivos financeiros aqui e aqui.

 

#8 – Defina uma estratégia para investir.

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Você já deve ter perguntado ou pensado: qual é o melhor investimento?

E a resposta, quando de fonte séria, sempre será: depende!

Como assim?

Normalmente, depende dos seus objetivos financeiros.

Por isso, não veja apenas a rentabilidade de um investimento, pois ele pode não ser o melhor para o seu caso.

Um exemplo para deixar mais claro: Suponha que há uma aplicação que rende 18% a.a., mas com prazo de resgate de 3 anos. No entanto, você vai precisar do dinheiro em 1 ano. Assim, não será uma boa ideia escolher essa aplicação para esse objetivo.

Divida seus objetivos de acordo com os prazos e escolha aplicações que satisfaçam os requisitos.

Entendeu por que é tão importante definir os objetivos financeiros?

Além disso, não espere sempre conseguir a melhor rentabilidade do mundo para todos os seus investimentos.

Para manter-se equilibrado(a) e tranquilo(a), defina e siga uma estratégia, sem se culpar por não ter investido em X ou Y por ser uma “oportunidade imperdível”.

Esses desvios no meio do caminho, principalmente para o investidor iniciante, podem custar muito caro.

Antes que tire uma conclusão errada: o exposto acima não quer dizer que está proibido aproveitar alguma oportunidade realmente boa que surgir, não é isso. Mas é preciso ter muito planejamento para que isso não atrapalhe seus objetivos já traçados, tudo bem?

A sua estratégia também dependerá muito da diversificação que fizer, conforme item abaixo.

 

#9 – Diversifique.

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Em algum momento, você já ouviu ou leu que não deve investir todo o seu dinheiro em uma só aplicação, certo?

A diversificação proporciona maior segurança para a sua carteira de investimentos, pois dilui os riscos.

Ou seja, é preciso diversificar entre outros investimentos, de forma a ter prazos diferentes, liquidez quando necessário e, é claro, para ter mais tranquilidade.

O Henrique Carvalho, no e-book Alocação de Ativos, aborda esse assunto de maneira magistral.

Ele explica, por exemplo, por que você não deve investir com foco apenas na rentabilidade, os passos para montar e gerenciar uma carteira de investimentos, de forma a diminuir custos operacionais e o risco, evitar estresse e desenvolver a disciplina.

Devo dizer que é leitura obrigatória para quem pretende começar a investir.

No entanto, não pense que basta escolher aplicações aleatórias, ou que pareçam muito boas, para diversificar. Não invista naquilo que você não entende.

Estude, conheça, leia a respeito. Existem muitos investimentos no mercado, descubra com quais você mais se identifica.

É sempre bom ressaltar que você deve adaptar as orientações de acordo com a sua realidade e necessidade.

 

#10 – Faça acompanhamento periódico [mas não neurótico]

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É muito comum o investidor iniciante se enrolar um pouco nessa parte.

Com que frequência deve-se acompanhar os investimentos? O que fazer caso haja desvalorização das aplicações? E assim por diante…

Não existe uma resposta certa, cada um terá um jeito particular de acompanhar a carteira, mas pense sempre em menos estresse e mais qualidade de vida.

Por isso, é bom evitar aquele monitoramento neurótico, que não vai gerar benefício algum. Muito pelo contrário.

Se você só investir em renda fixa tradicional, por exemplo, não há necessidade alguma de olhar todos os dias como estão as aplicações, concorda?

Cada uma delas tem seu próprio prazo e uma rentabilidade contratada. Então, não se estresse com isso.

Você pode definir um dia no mês para olhar o extrato da corretora, verificar a rentabilidade no mês, enfim.

No caso da renda variável, a vontade de acompanhar todos os dias será grande, mas isso pode gerar um efeito bem negativo em você, devido às oscilações do mercado.

Mais uma vez: só entre em renda variável quando sentir-se pronto(a) e tiver uma estratégia bem traçada, que não será modificada por qualquer flutuação, seja ela positiva ou negativa.

É sempre recomendável, no entanto, acompanhar o cenário econômico nacional e internacional, para avaliar de que forma isso pode interferir em suas aplicações.

O Eduardinho, do  Carteira RICA, ensina isso muito bem no curso de Tesouro Direto.

 

Conclusão

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Investir não é complicado. Talvez o que falte a você é dar o primeiro passo.

Quando fizer isso, verá tudo com outros olhos. Perceberá a importância dessa decisão para o presente e, principalmente, para o futuro.

O investidor iniciante precisa dedicar-se ao conhecimento das aplicações que deseja adquirir, para não correr o risco de investir em momentos ou títulos ruins.

Você perceberá como é gratificante entender o funcionamento dos investimentos e fazer boas escolhas.

Por isso, não deixe de lado a primeira recomendação. Ela será fundamental para o resto de sua vida como investidor.

Compre livros, e-books, faça cursos. Permita-se crescer.

Deixe um comentário abaixo caso tenha alguma dúvida ou queira expor alguma dificuldade.

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