PLANEJAMENTO FINANCEIRO, EQUILÍBRIO E MENOS CONSUMO: REFLEXÕES IMPORTANTES PARA O NOVO ANO

Início de ano sempre é um período de reflexões profundas. Planos, metas, objetivos e promessas, feitos no ano anterior, vêm à tona de forma mais forte.

Nem todos conseguem cumprir todo o planejamento. É muito comum, na verdade, não completar nem metade da lista.

O que fazer para o próximo ano ser diferente? Você tem dificuldade em realizar seus compromissos assumidos?

Não existe receita pronta. Se assim fosse, ninguém teria esse problema.

A grande questão é desenvolver os mecanismos certos, dentro de cada um, para mudar esse cenário.

Por isso, gostaria de propor algumas reflexões sobre esse tema:

  • Você costuma fazer um planejamento financeiro?
  • Seu foco é no SER ou no TER?
  • Seus objetivos são factíveis com sua realidade financeira?
  • Seu consumo é consciente?
  • Você vive com equilíbrio?

Continue a leitura deste artigo e prepare-se para fazer tudo diferente a partir de agora.

Por que o planejamento financeiro é tão importante?

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Quem deseja realizar objetivos determinados precisa iniciar sua jornada pelo planejamento financeiro.

Essa ação impactará sua vida de forma global, não só financeiramente.

Quando não há planos, é muito mais fácil agir por impulso. Como você deve bem saber, as consequências não são nada boas.

O objetivo de planejar não é ter controle pleno sobre tudo, pois isso é impossível.

No entanto, esse ato vai fornecer os elementos e os recursos necessários para lidar com os imprevistos da vida, fazer melhores escolhas financeiras e ter mais liberdade para sonhar.

Assim, aproveite esse período de renovação e início de um novo ciclo para pensar e planejar.

Comece por uma retrospectiva. Faça-se algumas perguntas:

  • Consegui concretizar meus objetivos? Se sim, quais? Se não, por quê? O que faltou fazer?
  • Estabeleci objetivos ou metas impossíveis de realizar? Como posso transformá-los em algo realizável?
  • Gastei mais do que ganhei? Em que e por quê?
  • Fiz dívidas? Quanto falta para quitá-las?
  • Investi em meu crescimento pessoal?

Reflita muito sobre suas respostas e faça-se outras perguntas que julgar necessárias. Esse exercício será muito benéfico para o seu planejamento financeiro futuro.

Feita a retrospectiva, prepare-se para reestruturar objetivos e metas não cumpridos, se ainda forem importantes para você, e estruturar novos propósitos. Faça uma lista.

Guarde essa relação para o próximo passo: fazer um orçamento familiar.

Há um artigo específico sobre esse tema no blog, assim, clique no link para aprender como fazer.

Esse é um dos recursos mais importantes de planejamento financeiro, então não deixe de conferir.

No artigo citado, você também encontrará uma explicação sobre a diferença entre sonhos, objetivos e metas. Isso facilitará seu entendimento sobre o assunto.

Feita a lista de objetivos, metas e novos propósitos, e lido o artigo, você percebeu que precisa conciliar esses dois pontos, certo?

Sua lista deve constar no orçamento familiar, pois só assim você visualizará a realização de seus intentos, com seus respectivos valores financeiros (mesmo que estimados).

Você precisa manter os pés no chão para verificar a viabilidade do seu orçamento familiar, pois se a sua realidade financeira ainda não permitir concretizar todos os seus objetivos, a frustração será grande.

Não é preciso fazer tudo de uma só vez. Tenha paciência, mas comece a pensar em maneiras de aumentar suas receitas e/ou diminuir as despesas, por exemplo.

Benefícios do planejamento financeiro

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Os benefícios de um bom planejamento financeiro serão sempre lembrados aqui no blog, pois esse recurso é a base para erguer ou reerguer as finanças.

Reflita atentamente sobre todos os pontos elencados abaixo, de forma a entender melhor como o planejamento pode ajudar no dia a dia.

  • Consumo consciente: o planejamento financeiro auxilia a consumir de forma mais equilibrada. Ao contrário do que muitos pensam, é possível comprar mais e gastar menos, e ainda ter produtos de maior qualidade.
  • Controle do endividamento: a pessoa consciente de seus gastos, e também de suas receitas, consegue se controlar melhor, pois conhece sua realidade financeira. Se algum imprevisto ocorrer, é capaz de sair da situação de forma mais rápida.
  • Evita gastos desnecessários: quem faz uma lista de compras antes de ir ao supermercado evita gastar mais, pois não precisará recorrer ao local próximo de casa, e mais caro, para comprar itens esquecidos. Por isso, veja as dicas para economizar com as compras de supermercado e baixe uma lista de compras exclusiva neste link.
  • Economia: algumas atitudes simples potencializam o efeito do planejamento financeiro, como pesquisar preços, negociar descontos, aproveitar promoções (com consciência!) e sazonalidade (frutas da época, baixa temporada).
  • Aumento do patrimônio: quem planeja suas finanças consegue poupar mais. Com isso, faz uma reserva de emergência para situações imprevistas, investe para fazer o dinheiro render juros e adquire maior liberdade financeira.

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Foco no SER ou no TER?

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Viver numa sociedade consumista não é uma tarefa fácil.

O estímulo ao consumo está em todos os lugares, normalmente de forma tão sutil que se torna natural.

Por vezes há outras questões envolvidas, como competição, ostentação e, até mesmo, alguma doença crônica.

O fato é que, desde pequenos, aprendemos que a felicidade está no ter. Por isso a educação financeira na infância é tão importante.

É preciso enfatizar, em primeiro lugar, o SER.

T. Harv Eker expõe essa questão de forma muito interessante no livro Os segredos da mente milionária:

As pessoas ricas entendem que a sequência do sucesso é SER, FAZER, TER.

As pessoas de mentalidade pobre e as que têm uma visão de classe média acreditam que a sequência do sucesso é TER, FAZER, SER.

Em sua maioria, elas pensam o seguinte: “Se eu tiver muito dinheiro, poderei fazer o que quiser e serei um sucesso”. – T. Harv Eker

Para entender a citação de forma plena, leia o livro, valerá muito a pena.

Focar em crescer como pessoa deveria ser a meta, mas para a maioria isso fica em segundo plano.

Por isso é sempre oportuno repetir: invista em você! Conheça-se, invista em seu crescimento intelectual, moral e espiritual.

Leia e estude mais, aprofunde-se nos assuntos, escute as pessoas. Disponha-se a aprender com todos, sempre.

O ter virá como consequência, de forma muito mais equilibrada e organizada. Você aprenderá a valorizar aquilo que realmente importa, que é intangível.

O foco no ser vai permitir, ainda, a compreensão de algo relevante: a diferença entre desejo e necessidade.

Desejo x necessidade

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Quantas vezes você já disse que precisava muito de alguma coisa?

Agora pare para refletir: era realmente uma necessidade ou um desejo?

Vamos diferenciar esses dois conceitos, em primeiro lugar.

As necessidades referem-se a aspectos básicos da condição humana: alimentação, moradia, vestuário, trabalho, saúde, educação, etc.

Os desejos são a externalização de nossas vontades, que podem, sim, ter relação com necessidades, mas na questão de conforto, melhoria.

Por exemplo, posso ter uma casa, mas quero uma maior e mais confortável. Tenho um tênis básico, mas quero um importado. Tenho um carro popular, mas quero um Porsche.

Os desejos podem ser controlados, modificados, educados e adiados. As necessidades nem sempre possuem essa flexibilidade, como a fome, o frio, a sede, a doença.

Entender essa diferença é importante para que aprenda a se questionar. “Realmente preciso de mais uma TV? Ou mais um par de sapatos? Ou mais uma peça de roupa? Meu filho precisa de mais brinquedos?”

Se a resposta for “preciso”, pense mais uma vez. Se for “quero/desejo”, realize a compra apenas se estiver na previsão de seu orçamento familiar ou pessoal.

Percebeu que estabelecer a diferença entre os conceitos não significa proibir o consumo? É apenas para que você amplie a sua consciência e entenda melhor os seus hábitos.

Ensine isso às crianças. Elas crescerão com a mentalidade mais equilibrada frente ao bombardeio de consumo a que estão submetidas todos os dias.

Viver de forma equilibrada

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Um dos maiores desafios da sociedade é viver de forma equilibrada.

Infelizmente, consome-se como se os recursos fossem infinitos e não gerassem impacto ao planeta.

Além da questão socioambiental, é preciso perceber como isso afeta – e agride – o seu bolso.

Quando o bolso é atingido, de tabela as partes emocional e física também o são.

Surgem as dívidas, as cobranças, as discussões em família, a tristeza, o mau-humor…

Como mudar esse cenário? Como controlar as emoções diante de tanto apelo ao consumo?

As dicas abaixo podem não funcionar integralmente com você, mas serão os primeiros passos para sair desse ciclo pernicioso.

Conheça-se

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Quem nunca ouviu a célebre frase de Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo”?

Esse ensinamento é fundamental em diversos aspectos de nossas vidas.

Conhecer-se não é uma tarefa fácil, exige coragem, força de vontade e muito trabalho.

No entanto, é um processo maravilhoso de empoderamento e libertação.

Não tenha medo de iniciar essa jornada. Faça uma busca interior e encontre-se do jeito que você é.

Assuma-se: consumista, imediatista, impaciente, intolerante, orgulhoso(a), egoísta, impulsivo(a), pão-duro, avarento(a), inconsequente, carente, caridoso(a), equilibrado(a), benevolente, indulgente, solidário(a), responsável, humilde, tolerante, paciente…

Você pode nunca ter associado essas questões ao seu bolso, mas elas têm muita influência em seus gastos.

A falta de dinheiro é o efeito. Mas onde está a causa? Ela se resume ao seguinte: a única maneira de mudar o seu mundo “exterior” é modificar o seu mundo “interior”. – T. Harv. Eker

Observe seu estado emocional e lembre-se das vezes que gastou mais por estar triste, com raiva, irritado(a), ansioso(a), melancólico(a), eufórico(a)…

Questione-se

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Use o seu senso crítico para questionar os seus desejos.

Com o exercício do autoconhecimento, procure perceber seu estado emocional e pergunte-se: é a emoção que me leva a querer isso?

Caso a resposta seja positiva, afaste-se da tentação, literalmente. Evite o arrependimento após uma compra impulsiva.

Adquira o hábito de se questionar. Ele é muito positivo para se compreender de maneira mais profunda.

 

Oriente-se

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Procure crescer como pessoa, busque informação de qualidade, não se contente com a mídia tradicional.

Exercite sua inteligência, esse bem tão precioso que você possui!

Há excelentes livros disponíveis, e bem acessíveis, para ajudar a formar seu embasamento.

Não indicarei os que ainda não li, mas os elencados abaixo são meus companheiros inseparáveis. A lista vai crescer mais, pois o investimento em conhecimento jamais se perde!

Clique nos links para comparar preços pelo Buscapé (exceto o primeiro).

Procure também sempre ler bons blogs e sites de educadores financeiros, não fique apenas na parte de economia dos jornais famosos.

Planeje-se

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Depois de tanto bater na mesma tecla, você percebeu que o planejamento financeiro é realmente importante, certo?

Já foi dito anteriormente que planejar não é uma ação determinativa, ou seja, você não se livrará dos imprevistos da vida.

Mas estará muito mais preparado(a) para enfrentar as situações, psíquica e financeiramente.

Você sentirá a recompensa em seu bem-estar e em seu bolso.

Portanto, não perca mais tempo. Separe um tempo para organizar suas finanças, definir objetivos e planejar.

Lembre-se de priorizar o SER, não o TER.

Conclusão

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Suas escolhas constroem, progressivamente, o seu futuro.

Permita-se crescer nesta nova etapa que se inicia.

Invista em você, adquira conhecimento, conheça-se mais profundamente.

Torne-se um consumidor consciente, busque o equilíbrio entre o SER e o TER.

Jamais se esqueça da importância do SER em sua vida. Passe isso adiante.

Deixe de lado os hábitos que agridem o seu bolso e prejudicam seu bem-estar.

Viva de acordo com sua realidade financeira, mas não se acomode. Busque novos caminhos.

Deixe um comentário abaixo sobre suas vivências, dificuldades ou sugestões para também ajudar outras pessoas.

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Um excelente novo ano para você e sua família!

Muito planejamento, determinação, equilíbrio, menos consumo e muita força de vontade para fazer a diferença!