COMO ACABAR COM AS BRIGAS CONJUGAIS POR CAUSA DE DINHEIRO

Você já brigou alguma vez com seu cônjuge por causa de dinheiro? Foi pela falta de recursos ou pelo excesso de gastos?

Saiba que você não está só.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) evidenciou alguns fatos perturbadores.

Na opinião das mulheres casadas, o motivo mais citado para brigas dentro de casa é a forma como elas e seus cônjuges gastam o dinheiro, mencionado por 37,5% das entrevistadas.

Não para por aí.

31,5% citaram também que a falta de dinheiro é causa de muitos desentendimentos no lar.

Ou seja, dinheiro ficou à frente de divisão de tarefas domésticas (25,7%), ciúme (19,6%), forma de educar os filhos (17,1%), bebidas e cigarros (14,6%).

Que tal aprender algumas dicas para evitar as discórdias?

 

Dialogue com seu cônjuge

Para que o dinheiro não controle a vida do casal, não há outra alternativa: é preciso conversar!

Quantas desavenças seriam evitadas se as pessoas simplesmente olhassem para as outras e dialogassem? Garanto que muitas.

Conversar sobre dinheiro é fundamental para manter o controle das finanças, definir sonhos e objetivos financeiros, planejar adequadamente e, de quebra, unir ainda mais o casal.

Não deixe que isso seja motivo para mais desgaste em seu relacionamento. Não vale a pena.

Faça um orçamento familiar

Para saber exatamente para onde o dinheiro vai, é preciso ter certo controle das despesas e também das receitas.

Sem isso, é muito difícil ter um planejamento financeiro, ou seja, traçar planos para atingir objetivos.

Então, para ajudar nessa questão, você dispõe de uma ferramenta muito poderosa: o orçamento familiar.

Não é difícil, não há segredos ou grandes exigências. Basta vontade e certa disciplina para registrar os gastos.

Dessa forma, você saberá o valor total que possui para as despesas e o peso de cada uma em relação ao total, quanto gasta por dia e com cada modalidade de despesa, quanto é possível poupar, em que pontos atacar para economizar ou cortar, se é possível comprar algo que você deseja, entre outros benefícios.

Leia atentamente o artigo sobre o tema e comece agora mesmo a colocar em prática essa medida.

 

Redefina hábitos de consumo

Sabemos que mudar hábitos é tarefa difícil, mas se houver boa vontade e um bom motivo, torna-se muito mais simples.

Não é preciso citar o bom motivo, certo? Ele é evidente. Então, trabalhe a sua boa vontade para não esmorecer nessa transformação.

Mais uma vez, será necessário diálogo para que haja consenso na redefinição dos hábitos de consumo.

A economia ou os cortes não podem ocorrer apenas de um lado.

Coloque no papel suas principais despesas. Peça para seu companheiro, ou companheira, fazer o mesmo.

A partir daí, vejam o que pode ser otimizado.

A pesquisa citada mostrou que os principais gastos do público feminino são com roupas e calçados (60,9%), produtos para cabelo (45,9%), itens para cuidados com a casa (39,4%), perfumes (37,5%), alimentação fora de casa (32%), lanches, doces e salgadinhos (28,6%), roupas íntimas (26,7%), cremes (22,8%), salão de beleza (21,1%) e contas de celular (20,8%).

 

Não esconda suas compras

3 em cada 10 mulheres entrevistadas têm o hábito de esconder compras feitas, principalmente roupas (11,5%), cosméticos (9,5%), comida (6,2%) e sapatos (5,4%).

Se você tem o costume de fazer isso, sentirá muita dificuldade em dialogar com sinceridade.

Para que as finanças do casal sejam saudáveis, é preciso confiança e cumplicidade. Mentir e omitir não ajudarão em absolutamente nada.

O melhor a fazer é definir as prioridades da família e, então, avaliar a quantia que pode ser utilizada para outros fins.

 

Combine os gastos individuais

Esse item poderia estar inserido em todos os tópicos já citados, mas preferi mantê-lo separado para dar mais destaque.

José Vignoli, educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, explicou o seguinte:

Muitos casais enfrentam dificuldades para chegar a um consenso sobre os hábitos de consumo de um e de outro e também sobre a melhor forma de administrar as finanças da família. Uma boa dica é separar uma quantia mensal do orçamento para que cada um possa fazer seus gastos individuais, sem a interferência do outro. Isso ajuda até na manutenção da autoestima, pois cada um vai se sentir responsável em fazer bom uso deste dinheiro.

Com o orçamento familiar, você saberá quanto separar para os gastos individuais. Essa ação evitará muitos conflitos.

 

Economize no supermercado

A pesquisa também mostrou que é no supermercado onde ocorre os maiores gastos com compras pessoais, com 60,3%.

Há formas de economizar com as compras de supermercado. Para tornar isso possível, é fundamental levar uma lista de compras.

Veja outras dicas para gastar menos no supermercado neste artigo.

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Cuidado com as promoções

Para 64,7% das mulheres entrevistadas, o que mais influencia no momento da compra são as promoções, seguidas pela atratividade dos preços, com 53%, e facilidades na forma de pagamento, 34,3%.

É nessa hora, com as promoções “imperdíveis”, é que notamos a força do orçamento em nossas vidas.

Nem tudo que está em promoção nós realmente precisamos.

Lembre-se: precisar é diferente de querer.

Por isso, siga seu planejamento, realizado por meio do orçamento familiar, e não se deixe levar apenas pelas circunstâncias.

Normalmente, o arrependimento vem com muito mais força caso o impulso vença.

 

Atenção à forma de pagamento

Muito cuidado com o parcelamento excessivo no cartão de crédito e com o uso do limite do cheque especial.

Esses dois são os vencedores no quesito juros abusivos: podem passar de 400% ao ano!

Mais uma vez, reforço o convite (urgente) para fazer um orçamento familiar.

Você evitará armadilhas como essas, que podem culminar em uma dívida sem fim, como uma bola de neve.

 

E um dado que parece de outro século…

Não poderia deixar de citar uma informação obtida na pesquisa que mais parece de outro século: em pleno 2016, as mulheres ainda são as principais responsáveis pelas atividades do lar, simplesmente 70,8% das entrevistadas.

Tem mais: quando consideram-se apenas as mulheres casadas ou em união estável, o número sobe para 80% do protagonismo na hora de arrumar a casa.

As principais atividades citadas foram: alimentação (77,1%), limpeza da casa  (75,8%)  e criação dos filhos (63,8%).

Mas o que isso tem a ver com finanças pessoais (sem contar outros fatores)? Tudo!

Isso gera mais cansaço, estresse e limita as possibilidades das mulheres, pois não sobra muito tempo livre para seu crescimento próprio.

É uma questão de empoderamento pessoal. Abrir novos caminhos.

Quantas oportunidades você, mulher, já deixou passar até hoje por causa disso? Reflita…


Leia a notícia na íntegra no site do SPC Brasil: Para 37% das mulheres, dinheiro é um dos principais motivos das brigas conjugais, mostra pesquisa do SPC Brasil.

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